quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Grande Conflito



Jerusalém fora honrada por Deus acima de toda a terra.
Houvesse Israel, como nação, preservado a aliança com o Céu, Jerusalém teria permanecido para sempre como a eleita de Deus.

Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião.

Jesus, olhando para a última geração, viu o mundo envolto em engano semelhante ao que causou a destruição de Jerusalém. 

O grande pecado dos judeus foi rejeitarem a Cristo; o grande pecado do mundo cristão seria rejeitarem a lei de Deus, fundamento de seu governo no Céu e na Terra.

A profecia que Ele (Jesus) proferiu era dupla em seu sentido: ao mesmo tempo em que prefigurava a destruição de Jerusalém, representava igualmente os terrores do último grande dia.

Durante quase quarenta anos depois que a condenação de Jerusalém fora pronunciada por Cristo mesmo, retardou o Senhor os seus juízos sobre a cidade e nação. 
Maravilhosa foi a longanimidade de Deus para com os que lhe rejeitaram o evangelho e assassinaram o Filho.
A misericórdia divina prepara-a ainda um pouco tempo.
A longanimidade de Deus para com Jerusalém apenas confirmou os judeus em sua obstinada impenitência. Em seu ódio e crueldade para com os discípulos de Jesus, rejeitaram o último oferecimento de misericórdia.
Afastou Deus então deles a proteção, retirando o poder com com que restringia a Satanás e seus anjos, de maneira que a nação ficou sob o controle do chefe que haviam escolhido.

Satanás estava à frente da nação e as mais altas autoridades civis e religiosas estavam sob o seu domínio.

Não podemos saber quanto devemos a Cristo pela paz e proteção de que gozamos.

É o poder de Deus que impede que a humanidade passe completamente para o domínio de Satanás.

Os desobedientes e ingratos tem grande motivo de gratidão pela misericórdia e longanimidade de Deus, que contém o cruel e pernicioso poder do maligno.

Quando; porém, os homens passam os limites da clemência divina, a restrição é removida.
Deus não fica em relação ao pecador como executor da sentença contra a transgressão, mas deixa entregues a si mesmos os que rejeitam sua misericórdia, para colherem aquilo que semearem.

A destruição de Jerusalém constitui tremenda e solene advertência a todos os que estão tratando levianamente com os oferecimentos da graça divina e resistindo aos rogos da misericórdia de Deus.

Terríveis têm sido os resultados da rejeição da autoridade do Céu.

Como o antigo Israel, os ímpios destroem-se a si mesmos; caem pela iniquidade.

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